'Sempre com sorriso no rosto', 5 promoções por bravura: quem era o policial civil morto no Maracanã

  • 12/01/2026
(Foto: Reprodução)
Policial civil é morto em tentativa de assalto no Maracanã A trajetória do comissário Paulo Vítor Silva Heitor, conhecido pelos colegas como PV, foi marcada por alegria, profissionalismo e entrega ao serviço público, segundo companheiros de corporação. Aos 40 anos, casado e sem filhos, Paulo Vítor construiu uma carreira respeitada desde que ingressou na Polícia Civil do Rio de Janeiro em 2016 – trajetória interrompida pelo crime. Na madrugada deste domingo (11), PV foi assassinado após reagir a uma tentativa de assalto na Rua Visconde de Itamarati, no Maracanã, Zona Norte do Rio. Ele estava acompanhado da esposa quando foi abordado por dois homens em uma motocicleta (veja no vídeo acima). Houve troca de tiros, e o comissário foi atingido no tórax e no joelho. Ele não resistiu aos ferimentos. A esposa teve um ferimento leve em um dos dedos. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Horas após o crime, o Disque Denúncia divulgou um cartaz com a pergunta “Quem Matou?” para auxiliar a DHC na investigação do assassinato do comissário. O corpo de Paulo Vítor será velado e enterrado na tarde desta segunda-feira (12) no Cemitério e Crematório da Penitência, no Caju, na Zona Portuária do Rio. Trajetória na Polícia Civil Paulo Vítor Silva Heitor Reprodução Tijucano de nascença, Paulo Vítor começou sua carreira na 21ª DP (Bonsucesso) e, pela sua capacidade técnica e disposição para missões difíceis, seguiu para três especializadas: a Delegacia de Roubos e Furtos de Celulares (DRFC), a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e, por fim, a Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), onde estava lotado. Em 2023, foi promovido a comissário, reconhecimento que se somou às cinco promoções por bravura recebidas ao longo dos anos. Além da experiência operacional, PV investia na formação acadêmica: concluiu duas faculdades — Comunicação Social e Direito — e fez duas pós-graduações, em Segurança Pública e Direito Penal. Colegas relatam que ele “amava o que fazia”, era boa praça, sempre disposto a ajudar e a se voluntariar para missões complexas, mantendo o sorriso no rosto mesmo nas rotinas mais duras da atividade policial. Paulo Vítor Silva Heitor tinha 40 anos e, atualmente, era lotado na Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) Reprodução O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, que trabalhou com PV em diversas operações quando esteve à frente da DRE e do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), lembrou publicamente esse perfil: “Sempre com um sorriso no rosto e com disposição de poucos, era voluntário para as mais diversas missões. Querido por todos os policiais, PV era exemplo para todos nós”, disse o secretário. Em nota, a Polícia Civil informou que lamenta a morte do comissário e se solidariza com a família. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada e iniciou imediatamente as diligências. Testemunhas foram ouvidas e os agentes buscam por imagens de câmeras de segurança da região. A investigação está em andamento para identificar e capturar os criminosos. O comissário Paulo Vítor Silva Heitor ao ganhar a 'Medalha Coragem', honraria da Polícia Civil Reprodução

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/01/12/sempre-com-sorriso-no-rosto-5-promocoes-por-bravura-quem-era-o-policial-civil-morto-no-maracana.ghtml


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