Polícia tenta prender agiotas suspeitos de agredir e roubar carro de ex-advogado deles em Franca
28/05/2026
(Foto: Reprodução) Ronny Hernandes Alves dos Santos é suspeito de agredir advogado
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A Polícia Civil fez buscas na manhã desta quinta-feira (28) em Franca (SP) para tentar prender quatro suspeitos de agredir e roubar o carro de um ex-advogado deles durante uma festa no último fim de semana. Até a última atualização desta reportagem, eles não haviam sido localizados e eram considerados foragidos.
Os alvos são Ronny Hernandes Alves dos Santos, Matheus Carrijo Machado, Leonardo Carrijo Machado e Caio Faleiros Perez.
Ronny, Matheus e Leonardo já eram investigados por envolvimento em uma quadrilha que pratica extorsão e alvo da Operação Castelo de Areia (veja abaixo detalhes).
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Ronny, por exemplo, tinha sido preso pela última vez em março deste ano por suspeita de agredir uma mulher em frente à casa dela, também em Franca, por causa de uma dívida de R$ 1 mil. Ele saiu da cadeia no início deste mês de maio.
O delegado responsável pelo caso, Gabriel Fernando, deu detalhes de como ocorreram as agressões e o roubo do carro do advogado.
"A vítima estava em uma festa. Em determinado momento, ela foi abordada pelo Ronny, pelo Matheus, pelo Leonardo e pelo Caio. Eles agrediram com vários socos, chutes e mordida na orelha, arrastaram a vítima para o estacionamento da festa, pegaram a chave, subtraíram o veículo da vítima e foram embora nele", disse.
Ainda de acordo com o delegado, durante a ação, os suspeitos chegaram a afirmar que o roubo do veículo seria uma forma de sanar uma dívida que esse advogado teria. O carro já foi devolvido à vítima.
Além da tentativa de prender o grupo, a Polícia Civil cumpriu oito mandados de busca e apreensão, mas não deu detalhes do que foi apreendido. O g1 e a EPTV, afiliada da TV Globo, tentam contato com a defesa dos suspeitos.
Polícia prende agiota suspeito de agredir mulher por dívida de R$ 1 mil em Franca, SP
Quadrilha movimentou milhões com agiotagem
A primeira fase da Operação Castelo de Areia ocorreu entre novembro de 2023 e janeiro de 2024, quando sete pessoas acabaram presas suspeitas de movimentar R$ 36 milhões, inicialmente. Em dezembro, todas elas, incluindo o ex-policial civil Rogério Camillo Requel, foram condenadas a 20 anos de prisão.
Rogério recebeu, em três meses, cerca de R$ 340 mil provenientes do esquema, segundo denúncia do MP.
As investigações apontaram que o grupo emprestava dinheiro a juros exorbitantes e depois cobrava as vítimas por meio de graves ameaças. Os chefes do esquema eram pai, filho e sobrinho.
Cópias das conversas, obtidas pelo Ministério Público com autorização da Justiça, foram anexadas às denúncias e, de acordo com os promotores de Justiça, comprovam a violência utilizada pela organização criminosa para reaver o dinheiro.
Ronny era um dos membros da quadrilha que ameaçavam de morte os inadimplentes e as pessoas próximas.
Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), mesmo com as prisões anteriores, outros integrantes mantiveram a quadrilha ativa e diziam em conversas entre eles que 'nada os intimidariam e, até mesmo, jamais seriam punidos'.
Isso motivou a deflagração da segunda fase da operação, em junho deste ano. Desta vez, as investigações apontaram uma nova movimentação, de cerca de R$ 31 milhões.
Segundo o MP, conversas comprovam violência empregada por quadrilha de agiotas em Franca, SP
Reprodução
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