Mais um suspeito de envolvimento na morte de jovem executado por facção é preso no AC

  • 22/02/2026
(Foto: Reprodução)
Gefron prende suspeito por morte de jovem de 21 anos em Cruzeiro do Sul Mais um suspeito de envolvimento na morte de João Vitor da Silva Borges, de 21 anos, que foi encontrado morto em março do ano passado dentro do Rio Juruá. O suspeito foi preso nesse sábado (21), durante uma ação da Operação Protetor das Fronteiras, do Grupo Especial de Operações em Fronteiras (Gefron) em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre. Segundo a Polícia Civil, João Vitor foi executado por membros de uma facção criminosa após se envolver em uma abordagem da Polícia Militar, quando imobilizou outro jovem, o que que gerou revolta entre membros da facção. Pelo menos 16 pessoas já foram presas no caso, sendo que três suspeitos foram pronunciados a júri popular. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Na mesma ação e no mesmo local, no bairro Coab, um outro homem que tinha mandado de prisão em aberto também foi capturado. A identidade dos suspeitos não foi revelada. "Foi possível constatar dois indivíduos com mandado de prisão preventiva em aberto, um deles é um velho conhecido das equipes policiais. Ele, segundo informações, é um dos supostos autores da morte de João Vitor", afirmou o tenente Fabricio Machado, coordenador do Gefron na região do Juruá. Jovem foi alvo do 'tribunal do crime', segundo a polícia Arquivo pessoal LEIA MAIS SAIBA AQUI: O que se sabe e o que falta saber sobre o caso? Quem era a vítima? Saiba aqui Mãe de jovem morto por facção sofre com a ausência do filho há 10 meses e desabafa: 'Era um menino muito bom' A polícia também não explicou qual teria sido a participação do homem no assassinato de João Vitor. O outro preso estava preso por tráfico de drogas, havia rompido a tornozeleira e se escondido em uma casa. Homens foram presos no mesmo local no bairro Coab, em Cruzeiro do Sul Arquivo/Gefron Dor da mãe "Ele era meu parceiro. Sou mãe solo e enfrentei desde a gravidez toda a barra sozinha para criar e educar meu filho. Esse foi meu primeiro Natal sem ele, e foi um dos piores momentos da minha vida pois me lembrava de 2024, que a gente passou junto o Natal e o Ano Novo". O relato é da auxiliar de serviços gerais Maria Verônica Bezerra da Silva, mãe de João Vitor. Ele morreu um mês após ajudar a imobilizar um homem durante uma abordagem policial, que gerou revolta entre membros de facção criminosa. João Vitor era criador de conteúdo em redes sociais com vídeos humorísticos. Conforme a mãe, ele havia sido sorteado para fazer o curso de eletricista no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Após 10 meses da tragédia, ela conta que o luto é diário e, durante os primeiros meses, precisou de atendimento psicológico prestado pela Secretaria Estadual da Mulher (Semulher). "Tem dias que tenho que me segurar para não ficar pensando no sofrimento dele na hora que estava sendo executado, então, eu me apego muito com Deus para tirar esse pensamento de mim, mas não é fácil, não", relembra. Relembre o caso João Vitor desapareceu no dia 8 de março de 2025, após sair de casa sem avisar para onde ia, em Cruzeiro do Sul. O corpo foi encontrado três dias depois as margens do Rio Juruá. Em julho, ao prender um dos suspeito, o delegado Heverton Carvalho informou que os suspeitos, que são integrantes da facção, se irritaram com o jovem por conta do envolvimento dele em uma abordagem da PM cerca de um mês antes do assassinato. A abordagem foi filmada por populares que estavam na região. As imagens mostravam João Vitor dando um 'mata-leão' em Gabriel Farias da Cruz, que foi imobilizado no Centro do município. Nas imagens, algumas pessoas se aproximam e conseguem afastar os dois rapazes. À época, a Polícia Civil afirmou que não foi encontrado nada de irregular com Gabriel e ele foi liberado. Conforme o boletim da Polícia Civil, após ser solto, o jovem teria cobrado da facção criminosa uma punição pelo comportamento de João Vitor. Jovem morto em Cruzeiro do Sul ajudou a imobilizar homem durante abordagem da PM "A cobrança por parte de Gabriel teria dado início às ações criminosas que levaram à morte da vítima", diz o registro policial. Conforme o boletim polícial, João Vitor foi chamado pela amiga Maria Francisca Fernandes Lima, de 27 anos, para conversar com algumas pessoas, contudo, ele foi levado em um carro de aplicativo até o bairro Cohab. Segundo o delegado à época, João Vitor foi brutalmente executado por membros de uma facção criminosa. Antes, a vítima foi submetida ao julgamento do 'tribunal do crime'. Reveja os telejornais do Acre

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/02/22/mais-um-suspeito-de-envolvimento-na-morte-de-jovem-executado-por-faccao-e-preso-no-ac.ghtml


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